Mergers & Acquisitions
A operação é decidida antes de a primeira proposta chegar
Eiger, Mönch e Jungfrau · Grindelwald
O desenho da prática
Assessoramos controladores de companhias de médio porte na venda e na compra de participação societária. O trabalho começa muito antes da primeira conversa com comprador, e é ali que a maior parte do valor é criada
Trabalhos típicos
- Venda de participação de controle
- Aquisição e consolidação setorial
- Preparação prévia à venda
- Estruturação de preço e de pagamento
- Normalização de propostas concorrentes
- Negociação do contrato definitivo
Preparação
A maior parte do valor de uma operação nasce nos vinte e quatro meses anteriores a ela. Documentação dos ajustes ao resultado, mapeamento de contingências, leitura das garantias pessoais prestadas pelo controlador, organização de contratos e redução da dependência do fundador
Desenho do processo
Montamos a lista de compradores de forma a manter estratégico e financeiro na mesma mesa. A comparação entre os dois é o que revela quanto de sinergia existe, e ela não se obtém de outra forma
Estrutura e negociação
Preço não é um número, é uma estrutura. Dívida líquida, capital de giro, preço contingente, retenção e garantias definem quanto o vendedor de fato recebe, e cada linha é disputada separadamente
Fechamento
Condução até a assinatura e o fechamento, incluindo a submissão concorrencial quando devida e a conduta exigida entre as duas datas
O processo
Como o trabalho corre, fase a fase
Sell-side
Venda de participação de controle
Processo competitivo conduzido para maximizar a tensão entre compradores, e não para encontrar um comprador
Diagnóstico e normalização
Leitura do resultado dos últimos três exercícios, identificação e documentação de cada ajuste, apuração da dívida líquida e do capital de giro de referência, e levantamento das garantias pessoais prestadas pelo controlador
Tese e material
Construção da tese de venda a partir do que efetivamente sustenta a margem, com modelo econômico-financeiro e apresentação de duas camadas: uma anônima e uma completa
Lista e aproximação
Montagem da lista com estratégicos e financeiros, aprovada nominalmente pelo cliente. Aproximação em ondas, nunca todos ao mesmo tempo, para preservar o controle da informação
Acordo de confidencialidade e material
Assinatura do acordo, liberação do material completo e sessões de perguntas conduzidas por nós, não pela equipe do cliente
Propostas não vinculantes
Recebimento simultâneo, em data única, e normalização de todas pelo caixa entregue no fechamento antes de qualquer comparação
Diligência e proposta vinculante
Sala de dados com protocolo de informação sensível, gestão do calendário e das perguntas, e negociação da proposta vinculante
Contrato e fechamento
Especificação das cláusulas econômicas ao advogado, submissão concorrencial quando devida, e condução até a liquidação e a liberação das garantias
Buy-side
Aquisição e consolidação
Processo de originação e disciplina, em que a maior parte do valor está em recusar o alvo errado
Tese de aquisição
Definição do que a compra precisa entregar: capacidade, geografia, carteira, tecnologia ou consolidação de margem. Sem essa definição, todo alvo parece razoável
Mapa do setor
Levantamento do universo de alvos, com porte, controle, situação societária e disposição provável de venda. Inclui os que não estão à venda, que costumam ser os melhores
Aproximação
Contato conduzido por nós, preservando o nome do cliente até o momento adequado. Aproximação de empresa que não está à venda exige tempo e não admite pressa
Avaliação e limite
Construção do valor máximo que a operação suporta, incluindo sinergia identificável e o teto de não diluição do comprador. O limite é definido antes de negociar, e não durante
Diligência
Coordenação da diligência contábil, jurídica e operacional, com foco no que pode alterar o preço e não no que apenas descreve a empresa
Negociação e integração
Negociação de preço e de estrutura, e desenho do plano dos primeiros cem dias antes da assinatura, não depois
As perguntas que começam o trabalho
O vendedor quer sair ou permanecer?
Define toda a estrutura, e nenhum múltiplo compensa a resposta errada
Quanto a empresa vale a mais para este comprador?
É a medida da sinergia, e da margem de negociação
Quanto de caixa cada proposta entrega no fechamento?
A proposta de maior preço nominal frequentemente entrega menos dinheiro certo
Do preço ao caixa
O valor da empresa não é o que o vendedor recebe
Entre o valor atribuído à empresa e o dinheiro que chega ao vendedor no fechamento existem ao menos cinco linhas negociáveis. Cada uma é discutida separadamente, e a soma delas costuma pesar mais que a diferença entre duas propostas de múltiplo
Dívida líquida
Empréstimos e financiamentos menos caixa, na data-base. A disputa está no que entra como caixa: aplicações vinculadas, caixa retido em subsidiária e depósitos judiciais
Capital de giro de referência
Nível normal de recebíveis, estoques e fornecedores, apurado pela média de doze meses. Todo real abaixo da referência sai do preço, todo real acima volta para ele
Dívidas equivalentes
Itens que o comprador trata como dívida: dividendos declarados e não pagos, impostos parcelados, provisões trabalhistas, arrendamentos e bônus de venda
Retenção e preço contingente
Parcela retida em conta vinculada para cobrir indenizações e parcela condicionada a metas futuras. É dinheiro que depende de governança e de redação, não só de desempenho
Mecanismos de preço e de pagamento
Cada mecanismo transfere risco de um lado para o outro
| Mecanismo | Como funciona | Protege quem | O que negociar |
|---|---|---|---|
| Contas de fechamento | Preço provisório na assinatura, ajustado pelo balanço efetivo do dia do fechamento | Comprador | Critérios contábeis, prazo de apuração e perito para divergências |
| Caixa travado (locked box) | Preço fixado sobre balanço de data anterior, com proibição de saídas de valor até o fechamento | Vendedor | Lista de saídas permitidas e remuneração do caixa gerado no período |
| Preço contingente (earnout) | Parcela paga conforme metas de receita ou de resultado após o fechamento | Comprador | Métrica, controle da gestão no período, regras contábeis e aceleração na venda |
| Retenção em garantia (escrow) | Parcela depositada em conta vinculada por prazo definido para cobrir indenizações | Comprador | Percentual, prazo, liberação escalonada e rendimento |
| Nota do vendedor | Parte do preço financiada pelo próprio vendedor, com juros e garantias | Comprador | Subordinação à dívida bancária, garantias reais e vencimento antecipado |
| Reinvestimento minoritário | Vendedor mantém ou reinveste participação na companhia adquirida | Ambos | Direito de venda conjunta, opção de saída e preço da segunda tranche |
| Seguro de declarações (W&I) | Apólice que cobre violação de declarações e garantias no lugar da retenção | Vendedor | Exclusões da apólice, franquia e custo do prêmio |
O contrato definitivo
Onde o preço acordado se perde depois da assinatura
Declarações e garantias
O vendedor declara a situação da empresa, e cada declaração falsa gera direito a indenização. O conhecimento prévio do comprador precisa estar expresso para limitar a exposição
Limites de indenização
Teto como percentual do preço, franquia mínima por reclamação, franquia agregada e prazo de sobrevivência por tipo de risco, com o fiscal e o trabalhista tratados à parte
Contingências específicas
Riscos conhecidos na diligência saem da indenização geral e ganham tratamento próprio: provisão no preço, retenção dedicada ou indenização sem limite
Condições precedentes
Aprovação do CADE quando um grupo fatura ao menos R$ 750 milhões e outro ao menos R$ 75 milhões no Brasil, anuências de credores e de contrapartes com cláusula de mudança de controle
Conduta entre assinatura e fechamento
O que a empresa pode e não pode fazer até o fechamento, sem transferir a gestão ao comprador antes da aprovação concorrencial
Não concorrência e permanência
Prazo, território e escopo da não concorrência, e as condições de permanência do vendedor na gestão, que costumam estar ligadas ao preço contingente
O universo de compradores
Cada tipo de comprador paga por uma coisa diferente
Estratégico nacional
Paga por sinergia de custo e de receita, e costuma aceitar pagar mais à vista quando a sobreposição é grande
Estratégico estrangeiro
Paga por acesso a um mercado que ainda não tem, com preço em moeda forte e exigências de conformidade mais rigorosas
Private equity
Paga pela capacidade de crescer e de ser vendida de novo, e usa alavancagem, reinvestimento do vendedor e preço contingente
Consolidador setorial
Paga por escala e por arbitragem de múltiplo, e tende a padronizar contrato e integração
Holding familiar e family office
Paga por previsibilidade de caixa e horizonte longo, com processo mais curto e menos estrutura
Gestão e sócios minoritários
Compra com financiamento do próprio vendedor e preço escalonado, preservando a continuidade
As outras frentes
Debt Capital Markets
Estruturação de captação, do crédito bancário bilateral à emissão no mercado de capitais
Conhecer a práticaSpecial Situations
Ativos em dificuldade, reorganização de passivo e laudos de viabilidade econômico-financeira
Conhecer a práticaIPO e OPA
Abertura de capital, ofertas subsequentes e ofertas públicas de aquisição, inclusive de fechamento
Conhecer a práticaFale com o sócio responsável
Não há triagem. A conversa começa e termina com quem conduz a operação