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Revenaz

Debt Capital Markets

A rota mais barata no papel raramente é a mais barata na prática

Piz Bernina e o Biancograt · St. Moritz

O desenho da prática

Crédito bancário bilateralGarantia real e covenant de balançoNota comercialSem registroprazo curto, investidor profissionalFIDCCede recebívelexige originação constanteCRA e CRILastro no agronegócio ou no imobiliárioDebêntureEscrituraagente fiduciário, assembleiaEmissão no exteriorMoedahedge e disciplina de divulgaçãoA ESCADA DA CAPTAÇÃOCada degrau amplia o volume acessível e eleva a exigência de estruturavolume e exigência

Estruturamos captação para companhias fechadas de médio porte, do crédito bancário à emissão no mercado de capitais, passando pelas linhas de fomento como FINEP e BNDES. Comparamos as rotas por custo efetivo, e não por taxa nominal

Trabalhos típicos

  • Captação junto à FINEP
  • Linhas do BNDES e de fomento estadual
  • Debêntures e notas comerciais
  • Certificados de recebíveis do agronegócio e imobiliários
  • Fundos de investimento em direitos creditórios
  • Crédito bancário estruturado
  • Comparação de rotas por custo efetivo
  • Renegociação de passivo bancário

A comparação de rotas

O custo fixo de estruturação é o que define a partir de que porte o mercado de capitais compensa. Sobre uma emissão pequena, ele consome uma fração do captado que nenhuma economia de taxa recupera

A escritura

O documento decide mais que o spread. Covenants, hipóteses de vencimento antecipado, garantias e obrigações de reporte restringem a gestão da companhia por todo o prazo, e quase nunca são lidos antes da assinatura

Linhas de fomento e crédito subsidiado

FINEP, BNDES e linhas estaduais oferecem taxa muito abaixo do mercado para projetos de inovação, de expansão e de eficiência. A taxa é real, e as contrapartidas também: restrição de uso, obrigação de resultado, prestação de contas e fiscalização por anos após a liberação. Estruturamos o pleito e calculamos o custo total, incluindo o tempo da equipe que a prestação de contas consome

As garantias

Boa parte do crédito ao mercado médio brasileiro é apoiada em garantia pessoal do sócio. Ela não se transfere com a empresa, e o avalista não pode exonerar-se sozinho

A execução

Preparação do material, condução da conversa com bancos, coordenadores e investidores, e negociação dos termos até a liquidação

O processo

Como o trabalho corre, fase a fase

Estruturação de captação

Do diagnóstico à liquidação

Processo de comparação de rotas por custo efetivo, e não de busca por uma taxa

  1. Diagnóstico de necessidade

    Quanto, para quê, por quanto tempo e com que geração de caixa se paga. Captação mal dimensionada custa caro nos dois sentidos, por excesso e por falta

  2. Capacidade de endividamento

    Leitura do resultado normalizado, do serviço da dívida existente e da folga que a operação comporta sem travar o crescimento

  3. Comparação de rotas

    Crédito bancário, debênture, certificado de recebíveis, fundo de recebíveis e linhas de fomento, comparados por custo efetivo total, incluindo estruturação, manutenção e contrapartidas

  4. Preparação do material

    Construção do material de crédito, do modelo e do conjunto documental exigido pela rota escolhida. Em linha de fomento, inclui a estruturação do projeto

  5. Mercado

    Condução simultânea com bancos, coordenadores ou investidores, para que a comparação seja real e não sequencial

  6. Termos e escritura

    Negociação de spread, prazo, garantias e, sobretudo, dos covenants e das hipóteses de vencimento antecipado, que restringem a gestão por todo o prazo

  7. Liquidação e acompanhamento

    Condução até a liberação dos recursos, e desenho do calendário de reporte que a operação passa a exigir

As perguntas que começam o trabalho

Qual o custo efetivo, e não a taxa?

O custo sai do próprio volume captado, e o efetivo é sempre maior que o contratado. Em linha subsidiada, ele inclui as contrapartidas

O que a escritura restringe?

Covenants mal calibrados travam a companhia justamente quando ela precisa de folga

Quem avaliza, e por quanto tempo?

A garantia pessoal sobrevive à venda da empresa e à recuperação judicial dela

Porte e custo fixo

A partir de que volume a emissão compensa

A emissão no mercado de capitais costuma sair com spread menor que o crédito bancário, mas carrega custos fixos de estruturação e de manutenção que não mudam com o volume. Abaixo de certo porte, o custo fixo anualizado supera a economia de spread, e o crédito bancário é a rota mais barata

CRÉDITOBANCÁRIOMAIS BARATOEMISSÃO MAIS BARATA0123451050100150200250300Volume da emissão, R$ milhõesPontos percentuais ao anoPonto de equilíbrio ≈ R$ 41 milhõesCusto fixo anualizado da emissãoEconomia de spread frente ao crédito bancário
Ilustrativo: emissão de cinco anos com custo de estruturação de R$ 1,2 milhão e custo anual de manutenção de R$ 250 mil (agente fiduciário, escriturador, rating, auditoria e registro), frente a uma economia de spread de 1,2 ponto percentual ao ano. Elaboração Revenaz

O mapa dos instrumentos

Cada instrumento pede um lastro e fala com um investidor

InstrumentoLastro ou garantiaInvestidor típicoPrazo usualFaz sentido quando
Crédito bancário (CCB)Aval, recebíveis e reciprocidadeBancos1 a 5 anosO volume é baixo para pagar o custo fixo de uma emissão
Nota comercialGarantia real ou fidejussória, ou sem garantiaFundos de crédito e tesourarias2 a 5 anosA companhia quer o primeiro acesso ao mercado com documentação enxuta
DebêntureQuirografária, real ou com cessão de recebíveisFundos de crédito, previdência e bancos3 a 10 anosO volume passa do ponto de equilíbrio e a companhia aceita reporte periódico
Debênture incentivada e de infraestruturaFluxo do projeto e ações da sociedade de propósito específicoPessoa física e fundos de infraestrutura7 a 15 anosO projeto é enquadrado como prioritário nas Leis 12.431 e 14.801
CRADireitos creditórios do agronegócioPessoa física e fundos3 a 7 anosA companhia está na cadeia do agro e tem recebíveis elegíveis
CRIRecebíveis imobiliários ou contratos de locaçãoPessoa física e fundos imobiliários5 a 15 anosHá lastro imobiliário, como aluguel atípico ou venda de unidades
FIDCCarteira de recebíveis com cota subordinadaFundos e investidores profissionaisRotativoA companhia tem recebíveis pulverizados e recorrentes
Linhas de fomentoProjeto aprovado, com garantia real ou fiançaFINEP, BNDES e agências estaduais5 a 16 anosHá projeto de inovação, expansão ou eficiência enquadrável
Pré-pagamento e ACCContratos de exportaçãoBancos e tradings1 a 5 anosA receita é exportada e o custo em moeda forte faz sentido

A escritura, cláusula por cláusula

O que restringe a companhia pelo prazo inteiro

A cláusulaSe mal calibrada
01

Alavancagem máxima

Dívida líquida sobre EBITDA com teto definido. A calibragem certa parte do plano de negócios e do pior ano do ciclo, e não do último exercício

Teto calibrado no ano bom estoura no primeiro ano ruim e antecipa a dívida inteira

02

Cobertura do serviço da dívida

Geração de caixa sobre juros e amortização do período. Mais exigente que a alavancagem em ano de investimento pesado

Capex financiado com caixa próprio derruba o índice mesmo com a empresa saudável

03

Vencimento antecipado cruzado

Inadimplemento em outra dívida acima de um valor mínimo antecipa esta. O valor mínimo e o prazo de cura são o que se negocia

Um valor mínimo baixo faz um atraso pequeno contaminar toda a estrutura

04

Mudança de controle

Venda do controle sem anuência dos credores permite antecipar a dívida. Liga diretamente a captação de hoje à venda de amanhã

Sem exceção para reorganização societária, a própria venda da empresa depende do credor

05

Distribuição de dividendos

Limite de distribuição acima do mínimo legal enquanto houver dívida em aberto, ou condicionado a um índice

O controlador deixa de receber enquanto a dívida corre

06

Cessão fiduciária de recebíveis

Percentual mínimo de recebíveis transitando em conta vinculada, com verificação periódica

Percentual alto trava o caixa operacional em conta do credor

07

Quórum de alteração

Percentual de credores necessário para conceder waiver ou alterar a escritura

Quórum alto com base pulverizada torna qualquer renegociação lenta e cara

As garantias

Cada garantia tem um custo que não aparece na taxa

Aval e fiança

Não custa nada na assinatura e custa muito depois: sobrevive à venda da empresa e à recuperação judicial dela

Alienação fiduciária de imóvel

Reduz o spread, mas imobiliza o ativo e exige avaliação, registro e reforço se o valor cair

Cessão fiduciária de recebíveis

Fica fora dos efeitos da recuperação judicial, e por isso é a garantia que o credor mais valoriza

Alienação fiduciária de ações

Dá ao credor o caminho para o controle da companhia em caso de inadimplemento

Conta reserva

Parcela do captado retida para cobrir o serviço da dívida, que eleva o custo efetivo do dinheiro usado

Fundos garantidores

Garantia de fundos públicos para o mercado médio, que substitui parte do aval mediante encargo

As outras frentes

Fale com o sócio responsável

Não há triagem. A conversa começa e termina com quem conduz a operação

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