Revenaz

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Há um momento, na vida de quase toda empresa construída com seriedade, em que seu dono precisa decidir o que fazer com aquilo que levou décadas para erguer: vender, capitalizar, abrir o capital, suceder, ou simplesmente seguir adiante. É a decisão mais importante que um fundador toma depois da decisão de começar. E quase nunca é, no fundo, uma decisão sobre preço. É sobre continuidade, legado, identidade. Sobre o que permanece de uma vida de trabalho quando ela muda de mãos.


A Revenaz existe para conduzir essa decisão. E existe de um modo específico, que vale explicar antes de qualquer outra coisa.


Não temos balanço para alocar, corretora para alimentar, nem produto para colocar. Não representamos os dois lados de uma transação, em circunstância alguma. Conduzimos poucos mandatos por ano, por escolha, porque relação de verdade exige uma atenção que não escala. E recusamos trabalho quando entendemos que outro caminho serviria melhor a quem nos procura, mesmo quando isso significa abrir mão do mandato.


Nada disso é uma lista de virtudes. É a descrição do modelo inteiro. Independência, para nós, não é um atributo que se soma à competência técnica: é a condição que torna o conselho honesto possível. Tudo o que oferecemos decorre de uma única coisa, não ter interesse algum no resultado além do interesse do cliente.

O mercado brasileiro de M&A, na faixa em que atuamos, está mal servido. As estruturas grandes são grandes demais para dar atenção real a uma empresa avaliada entre R$ 50 milhões e R$ 1 bilhão. As pequenas são pequenas demais para entregar a profundidade técnica que uma transação dessas exige. Entre os dois extremos existe um espaço, e é nele que uma boutique disciplinada pode oferecer, ao mesmo tempo, proximidade humana e padrão institucional. É o espaço que escolhemos ocupar.


Cada mandato é conduzido pessoalmente por sócio sênior, do primeiro dia ao fechamento. Ninguém é encaminhado a um analista júnior justamente quando mais precisa de senioridade. E a parte mais difícil do trabalho não é a modelagem nem a redação de cláusulas. É a disposição de dizer ao cliente o que ele precisa ouvir, e não o que gostaria. Preparar, quando não há prontidão. Esperar, quando o momento é ruim. Não vender, quando essa é a resposta certa.


Assessoria de qualidade se constrói em décadas, não em meses. Conversamos hoje com pessoas que talvez se tornem clientes anos depois da primeira reunião, e seguimos próximos de clientes muito depois do último fechamento. Não é estratégia comercial. É o único modo coerente de exercer esta profissão.


Se você leu até aqui, é porque acredita que sua próxima decisão estratégica merece esse tipo de cuidado. Estamos prontos para conduzi-la com você.


Tiago H. dos Santos

Managing Partner
Curitiba, 2026

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